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GILBERTO GAWRONSKI

Dona Otília e Outras Histórias

Nascido em Porto Alegre, Gawronski se despediu da cidade em 1983, com a peça de Caio Fernando Abreu “Pode Ser que Seja só o Leiteiro lá Fora”. No Rio de Janeiro, trabalhou com Naum Alves de Souza em “Aurora de Minha Vida”, com Moacyr Góes em “Sonho de uma Noite de Verão” e “Eduardo II”, e com Tônio Carvalho em “Chapeuzinho Vermelho – Em Busca do Coração Secreto”, pela qual ganhou o Mambembe de melhor ator em 1990. Ainda naquele ano, Gilberto foi assistente de direção de Luiz Antonio Martinez Correa em “Theatro Muzical Brasileiro” e de Naum em “Cenas de Outono” de Mishima e no show “Francisco” de Chico Buarque. Em 1989, encenou um dos espetáculos mais marcantes de sua carreira: “Dama da Noite”, de Caio Fernando Abreu. Uma nova versão estreou em 1996 e cumpriu temporada em Lyon, na França com o titulo “Belle de Nuit”. Desde então tem se apresentado em quase todos os estados brasileiros, e no exterior já marcou presença nos palcos de Londres, Sanary-Sur-Mer, Lyon e Nova York. Com este trabalho, ganha Prêmio Sharp de melhor direção em 1998. Em 1990, dirige e interpreta, “Uma História de Borboletas”, mais um texto do amigo Caio, que rendeu ao seu parceiro de cena, Ricardo Blat, o Prêmio Shell de melhor ator. O mesmo ano em que funda a Companhia de Teatro Art in Obra e que produziu e dirigiu duas peças: de Gláucio Gil,“Toda Donzela tem um pai que é uma fera”, Prêmio Shell 1991 de melhor figurino para Ermel Ribeiro. E a outra montagem, “Piquenique no Front”, de Fernando Arrabal. No ano de 1993, durante um encontro no Equador, Gilberto conheceu o diretor do Teatro Nacional de Estrasburgo, Jean-Louis Martinelli, com quem iria trabalhar na França em 1995, na peça “Roberto Zucco”, de Koltés, depois de montar no Rio de Janeiro, “À Beira do Mar Aberto” de Caio Fernando Abreu. Retornando ao Brasil, impulsionado pela obra de Bernard-Marie Koltés, montou, dirigiu e atuou em “Na Solidão dos Campos de Algodão”, arrebatando o Troféu Mambembe de melhor espetáculo e melhor ator para Ricardo Blat, em 1996. Dirigiu o espetáculo “Do Outro Lado da Tarde”, um verdadeiro trabalho “cirúrgico” de edição de dois contos de Caio Fernando Abreu, “Por uma avenca partindo” e o outro que empresta o nome ao título da peça. Em João Pessoa dirigiu o recital do ator e poeta paraibano, Tavinho Teixeira, “Deus Somos Nós”. E ainda protagonizou o curta-metragem “Dama da Noite”, dirigido por Mario Diamante, trabalho que lhe deu cinco prêmios como melhor ator em festivais nacionais e internacionais. Rodou como ator o longa-metragem “Lara” de Ana Maria Magalhães. Como diretor Gawronski já dirigiu nomes como Betty Faria em “Um caso de vida ou morte” de Eliane May; Eva Todor e Rubens de Falco em “Cartas na mesa”, de Joe Orton; Lucélia Santos em “Ajuda-me a Lembrar”, de Jean Claude Carriére; Reginaldo Faria em “Um caso de Amor”, de David Stevens. No teatro infantil dirigiu a trilogia Andersen pela qual recebeu muitos prêmios. Gawronski fez o papel de Bobo da Corte ao lado de Raul Cortez na montagem de “Rei Lear” dirigida por Ron Daniels no ano 2000 e dirigiu o espetáculo “De caso com a vida” de Paul Rudnick em 2001. Em janeiro de 2002, estreou com a Cia dos Atores, dirigindo e adaptando o folhetim “Meu destino é pecar” de Suzana Flag (Nelson Rodrigues). Gawronski vem nos últimos anos exercendo a atividade de professor de arte dramática na Casa da Gávea, na Faculdade da Cidade e na CAL, para a qual dirigiu os seguintes trabalhos de conclusão de curso: “O Concílio do Amor”, de Oskar Panizza,”Homem e Super-Homem”, de Bernard Shaw, e dois roteiros criados pelo próprio Gawronski, intitulados “Quebra-Cabeça” e “Tecido Mau-dito”. Criou o argumento, dirigiu e atuou em ”Cosme e Damião”, espetáculo destinado ao público infanto-juvenil. Gilberto dirigiu a performance teatral intitulada “Solidão a Dois em um Ato”, de Mariana Mesquita no Café da Livraria Letras e Expressões em 2003. Ainda no mesmo ano fez cenário e figurino para o espetáculo “Divinas”, de Lu Grimaldi e Paula Cohen, com direção de Camila Amado. Gawronski dirigiu e fez a dramaturgia do espetáculo de teatro-dança “Sertão”, numa co-produção com a Demolition Inc. e o Veem Theatre em Amsterdam no final do ano de 2003. Este espetáculo recebeu o Prêmio APCA de Melhor Espetáculo de Dança em 2006. Em 2004 fez a direção teatral do conto “Queridinha”, de Tchekhov; atuou como protagonista da peça “Santo Elvis”, de Serge Valleti, apresentada em versão portuguesa no Brasil e no original, em francês, em turnê pela França; e dirigiu e participou como ator em “A Prece da Donzela”, de Nick Silver. No ano de 2005 dirigiu a ópera “Erwartung”, de Schoenberg, para o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Roterizou e dirigiu “Duras, Marguerite”, com Camila Amado para o CCBB e no final do ano dirigiu “A Mulher Desiludida”, de Simone de Beauvoir, espetáculo que lhe deu o Prêmio Qualidade Brasil como Melhor Diretor de Peça Teatral Dramática, além dos prêmios de Melhor Atriz para Guida Vianna e Melhor Espetáculo de Drama. Criou a perfomance teatral “Quero Ser Gilberto Gawronski”, onde foi dirigido por Stella Miranda. Em 2006 trabalhou como diretor da montagem de “Pode Ser Que Seja Só o Leitero Lá Fora”, nos dez anos de falecimento de seu autor, Caio Fernando Abreu e a criação do poeta Torquato Neto em “Artorquato”, espetáculo de Antonio Quinet. Foi o diretor da cerimônia de entrega do Prêmio Estandarte de Ouro aos melhores do carnaval da cidade do Rio de Janeiro no Canecão. Dirigiu a encenação do texto “Campo de Provas”, de Aimar Labaki, que inaugurou o Teatro Solar. Atuou e fez parte da equipe de criação de “Gaivota – Tema para um Conto Curto”, criação de Enrique Diaz baseada na obra de Tchekhov. Trabalho apresentado na Bélgica, França, Espanha e ganhador do prêmio Bravo! como melhor espetáculo teatral do ano. Ganhou o Prêmio Shell pela cenografia de ‘Por Uma Vida Um Pouco Menos Ordinária”, de Daniela Pereira de Carvalho, trabalho que também assina a direção. Encenou “Cruz Credo”, performance teatral de Déa Martins, e “Depois do Começo do Mundo”, texto e direção de Hamilton Vaz Pereira. Assina a direção teatral de “Cruel”, nova criação coreográfica da Cia. de Dança Deborah Colker. Em 2009 produziu, dirigiu e atuou em “Medida por Medida”, de Shakespeare e fez a direção da ópera “Erwartung” para o Palácio das Artes em Belo Horizonte. Faz parte do elenco fixo do seriado “Aline” da Rede Globo. Dona Otília de Outras Histórias é seu último trabalho como diretor e ator.

Em Cartaz na Cennarium

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