GUIDA VIANNA
Dona Otília e Outras Histórias
A atriz, jornalista, diretora e professora de teatro Guida Vianna, também creditada como Guida Viana, nasceu no Rio de Janeiro, em 1954. Nascida Margarida, adotou o apelido de infância, Guida, como nome artístico.
Com 32 anos de carreira, completados em 2008, Guida Vianna fez mais de 40 peças e apenas quatro novelas: "Livre para Voar" e "Senhora do Destino", na Globo, "Olho por Olho", na extinta Manchete, e "Duas Caras", também na Rede. O seu papel em "Duas Caras" foi seu primeiro “na categoria dos ricos” e, por isso, segundo ela, passou a ser notada pelos telespectadores. Antes, seus papéis na TV tinham sido de empregada ou pobre.
Fez "Senhora do Destino", em 2004, 20 anos depois da sua primeira novela. Na TV, Guida Vianna participou, ainda, dos seriados "A Grande Família" (2006) e "A Diarista" (2005), do programa "Você Decide" (1995) e da minissérie "O Primo Basílio" (1988).
Guida Vianna fez, também, faculdade de jornalismo. Sempre viveu do teatro e dos cursos de interpretação no Teatro Tablado, onde faz parte do corpo docente.
Em 1976, quando decidiu trocar o jornalismo – ainda engatinhava como estagiária da Rádio JB – pelo teatro, Guida Vianna também fez um pacto contra o oba-oba. Estudou, e ainda estuda, muito. Formou-se no Tablado, onde, a convite de Maria Clara Machado, deu aulas por 25 anos, até 2002. Foi forjada nos anos 70, em grupos onde a troca era grande, num tempo em que o ensaio durava meses, "o tempo que fosse preciso", conta.
A visão crítica do teatro levou-a, em 2005, a arriscar-se no seu primeiro monólogo, interpretando a personagem torturada e insuportável do espetáculo "A Mulher Desiludida", tirado do livro homônimo da francesa Simone de Beauvoir.
No ano anterior, a atriz tinha feito a comédia rasgada "Nada de Pânico" e a doméstica esculhambada da novela "Senhora do Destino".
No teatro, dentre várias outras peças, Guida Vianna fez "Fim de Jogo", de Samuel Beckett (2007); "2 X Pinter", de Harold Pinter (2004); (2003); "Gata em Teto de Zinco Quente", de Tennesse Williams (1998). Em 2004, na categoria melhor atriz, Guida Vianna foi premiada por seu trabalho em "Nada de Pânico".
No cinema, Guida Vianna participou de "Polaróides Urbanas" (2008); "O Maior Amor do Mundo" (2006); "Irma Vap - O Retorno" (2006); "Gregório de Matos" (2003) e "Romance da Empregada" (1987).
Com o final da novela "Duas Caras", em 2008, Guida Vianna volta a excursionar com o monólogo "A Mulher Desiludida".
Guida Vianna, em 2009, estreia o espetáculo musical "Gloriosa", ao lado de Marília Pêra e Eduardo Galvão. No mesmo ano, participa de um dos episódios do seriado "Toma Lá, Dá Cá". Em 2010, a atriz participa da minissérie "Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor" exibida pela Rede Globo.
No mesmo ano, Guida Vianna precisou montar uma peça para o Festival de Curitiba em apenas quatro semanas. Assim que recebeu o pedido de Leandro Knopfholz, diretor do festival, telefonou ao amigo diretor Gilberto Gawronski. Dessa forma, nasceu a peça "Dona Otília e Outras Histórias", que encerrou sua participação em Curitiba em março de 2010, seguindo para o Rio, onde estreia em abril de 2010, no Sesc Copacabana. As três histórias montadas foram escritas por Vera Karam, escritora gaúcha que completaria 50 anos em 2010 – e morreu em 2003. Vera era amiga de Gawronski desde a década de 1980 e ele, que também atua na peça, quis homenageá-la.